escarafunchando no baú...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Já percebemos!

Primeiro, Pinto de Sousa (vulgo Sócrates)…

Depois, Pedro Nuno Santos (figura ilustre do nosso Parlamento)...

Diz a notícia: Durante um jantar de Natal, no passado fim-de-semana, em Castelo de Paiva, o deputado socialista [membro da comissão de acompanhamento do memorando da troika] e líder do PS-Aveiro, Pedro Nuno Santos, disse que o Governo devia "marimbar-se" para as exigências dos credores internacionais. O vídeo explica-o mais que bem.

Era só para avisar: ó camaradas, não precisavam de se “explicar” tanto. Era-vos já largamente reconhecido o apetite pelo borlismo, desleixo e despesismo. E há muito!
Se vocês, no quadro destes “encontros populares e informais”, perante pessoas, se saem com estas “bujardas”, não hesitando nas palavras, nem temendo a opinião a gerar-se, o que farão quando estiverem a sós com as vossas “consciências”, a postos para decidir o futuro dos vossos concidadãos?

Na vida real, a polícia faz “figas” para que os ladrões confessem os crimes. Essa prova (testemunhal) vale, muitas vezes, mais do que qualquer outra pericial que se possa obter no decurso da investigação.
Neste conto também há ladrões e os polícias são facilmente inidentificáveis. É tudo semelhante: os ladrões assaltaram a casa e “deram à sola” em seguida, para longe dessa “casa” claro. Mas, por incrível, andam a “colaborar” com os investigadores, dando-lhes pistas (falseadas, pois bem) sobre a autoria de tal crime. A casa é de todos nós, chama-se Estado e é bem grandinha, mas agora quase já só tem paredes; as pratas foram-se… A polícia, personificada na troika, decidiu pôr trancas à porta (bem conforme o famoso ditado): poupar, gastar menos, arrecadar mais dinheiro. Os ladrões, no alto da sua habilidade, dizem que as “trancas” não são essas, ou que elas estão mal postas… Também nesta história, as palavras valem mais do que mil números…

Entende-se então agora que, quando os “outros” reclama(ra)m a irresponsabilidade destes “finos sábios”, co-finalizada no sucessivo adiamento da ajuda internacional, não estavam mesmo a exagerar. Exagerar é antes vir um discípulo papaguear, “marimbando”, a cartilha do mestre. Não era preciso. Já tínhamos percebido!