escarafunchando no baú...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Senhor, (não) "explique"!

VG: ele fala, fala, fala, mas não diz nada (que nos agrade!)

Nuno Crato: dos melhores

Paulo Macedo: este decide(-se)

Santos Pereira: não queria estar no teu lugar, mas também não queria falar tanto como tu!
Em Portugal, quando alguém não atinge o que quer ou é mal visto por aquilo que faz ou tenta fazer, seja na política ou noutra “ciência” qualquer, o problema é da comunicação. “A mensagem não passa”. Talvez o mal do nosso défice e desemprego esteja mesmo nas palavras e não nos actos!
Lembrei-me disto ao ouvir comentários, principalmente vindos de militantes do PSD, há coisa de 2/3 semanas, à actuação do governo de Passos nos três meses que já leva nos nossos destinos. Diga-se que já tinha ouvido esta “versão” noutras bandas e alturas, mas só agora me suscitou a opinião.
Não vou insistir que as medidas de ajustamento das nossas finanças, contidas no memorando, são duras. Não insisto nisso, já todos sabem. Mas, como o dito é mesmo para aplicar, a sua dureza não varia consoante o partido que o executar.
Como parênteses, acrescento: a questão do “ir além da troika” ou “ir aquém da troika” é, convenhamos, ridícula de se pôr nestes termos. Que se saiba, “troika” não é nenhuma marca de termómetros para se medir o nível de “troikismo” em que estamos a ser governados, seja “além”, “aquém” ou exactamente no ponto em que o documento foi assinado (seja qual for a interpretação que se faça dele!). E “memorando” também não é nenhum muro de Berlim, muralha da China ou outro obstáculo “colossal” que não possa ser atingido, passado ou contrariado. A atitude crítica face ao acordo de assistência financeira outorgado não deve desaparecer, mas também não o deve a responsabilidade, sob pena dessa assistência ser interrompida ou terminada. O que “tem de ser” tem muita força: aquilo que é necessário não pode ser desprezado ou esquecido, pelo que, qualquer que seja o nosso governo, as medidas imprescindíveis para assegurar um futuro próspero para todos têm de ser postas em acção. O resto é conversa!
Fechada esta nota, continuemos então.
Apesar de, mormente, estar a aplicar o tal acordo, a acção deste governo tem sido criticada. Imagine-se, as críticas mais contundentes vêm dos partidos que suportam a coligação de centro-direita. São, por isso, as que mais “doem”. Contudo, muitas delas (elas, as críticas) não passam mais do que vinganças antigas e rancores mal disfarçados, cuja fundamentação (ainda que existente em parte) não tem origem na razão mas na emoção, como no caso do “ajuste de contas” Ferreira Leite-Passos Coelho e Pires de Lima-Portas. A razão sobrante para que a oposição mais forte venha de dentro e não de fora dos partidos apoiantes da “aliança” prende-se com o desnorte dos partidos da extrema-esquerda (em prática devido aos fracos resultados eleitorais que obtiveram – PC e BE) e da pouca legitimidade que a outra “esquerda” tem para criticar qualquer medida deste governo (pelas responsabilidades que lhe são devidas sobre a situação em que o País se meteu – PS).
Prosseguindo. Não venho fazer de advogado deste governo, embora o suporte com o voto que depositei em urna no dia 5 de Junho. Sou crítico da sua acção, como se pode ver por outros textos aqui publicados, e nem sequer me apreciam as personagens que hoje nos destinam (concretizando, o PR e o PM). Mas devo confessar a minha admiração pela coragem, embora desajeitada, deste executivo. É histórico o esforço dos seus ministros para reparar os disparates orquestrados pelos anteriores ministros e primeiros-ministros. Refiro-me principalmente aos “independentes” que, no desígnio da “salvação nacional”, largaram as suas vidas profissionais bem remuneradas e reconhecidas para irem governar sob críticas vindas de tudo o que é canto, vencimentos bem abaixo do que estão “habituados” e situações dificílimas de gerir na nossa Administração Pública.
Contudo, acho de pouco nexo, por exemplo, Rui Machete vir dizer que o problema das políticas do governo de Passos seja a “comunicação”/“explicação dada às pessoas”. Se há muito que este executivo faz é falar: fala demais, promete muito e faz pouco do que pensa para Portugal, talvez pelas forças de bloqueio que encontra, talvez porque não se deve nem pode fazer tudo de uma vez, talvez porque ainda esteja no início da sua legislatura, talvez pela inoportunidade política de lançar algumas medidas mais “sensíveis”. Talvez por tudo isso. Mas o que é certo é que o governo fala muito.
Um dos belos rostos dessa “diarreia” verbal é Vítor Gaspar (VG). Um senhor de inquestionável respeitabilidade e de demonstrada competência, segundo dizem (o que parece estar-se a confirmar). Um senhor que, cada vez que intervém, anuncia algum aumento (de impostos). Um senhor que, cada vez que convoca os jornalistas para conferencias de imprensa, explica-se, com o seu tom vagaroso e o seu timbre professoral, durante horas e horas, até os próprios repórteres, habituados a “sessões semelhantes”, se cansarem. Mas é um facto: VG tenta “passar a mensagem”, fundamentando as medidas que toma (embora, algumas vezes, não entendamos, no sentido valorativo, as políticas que decide).
Se calhar, calhando mesmo, a questão não está na comunicação, mas sim na natureza das decisões do governo. Não será tanto um problema de forma, que poderá, num ou noutro caso, existir, mas sim outro de conteúdo. É que, quando elas (as políticas) “batem”, batem mesmo, por muito bonito que seja o powerpoint apresentado pelo ministro das finanças, ou muito eloquente que seja o sua declaração ao País. É, por isso, quase impossível, perante a pobreza com que Portugal se confronta, desemprego que tem de resolver, falta de crescimento que tem de inverter e défice que tem de diminuir, evitar a contestação social a: cortes (em 50%!) no subsídio de natal, aumentos de 17 ppt no gás e electricidade e incrementos de 20% nas tarifas de transporte, entre outras.
Por isso, o recado é: se aquilo que nos é exigido pelos credores internacionais (e não estou a falar dos “mercados”) contribuirá para que, se e quando sairmos deste marasmo, a Pátria seja mais pujante no crescimento, mais rica na qualidade de vida do seu Povo e mais sólida nas suas finanças públicas, então não há volta a dar – tem de ser, menos paleio e mais acção! Como diz Alexandre Soares dos Santos, “o País tem de arregaçar as mangas, trabalhar e levantar-se” – e concordo com ele. Não quererá isto dizer que as decisões não precisem de ser justificadas a quem mais está interessado, quererá antes que o governo não deverá nem poderá hesitar se julgar imprescindível uma determinada reforma para um “depois” mais promissor para o seu Povo.
Vamos a isso: “explique” menos, aja mais!

domingo, 18 de setembro de 2011

Estou Seguro que não vales nada!




 
 

O ciclo de sempre: ganha, disparata, perde, exila-se

 

O País carrega a cruz que merece...

O esfrangalhadíssimo (pelo resultados eleitorais de Junho), desnorteadíssimo (pelas suas responsabilidades na crise que Portugal atravessa e pela inversão ideológica que significou o consulado de Sócrates) e desavergonhadíssimo (pela ignorância dessas responsabilidade) Partido Socialista escolheu o seu novo líder: António José Seguro. Um senhor de bom coração, mas de pouca razão.
Diz a Wikipédia que António José Martins Seguro nasceu em Penamacor há 49 anos e é um “assistente universitário e político português”. Acrescenta: “estudou Organização e Gestão de Empresas, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, mas acabou por se licenciar em Relações Internacionais, na Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões”. ”Foi ainda director do jornal A Verdade de Penamacor, e chegou a secretário-geral da Juventude Socialista.
Interpretando a sua história de vida (a parte que nos interessa), chegamos à conclusão que o perfil de Seguro se enquadra bem com o daqueles que compõem a nova geração política nacional. Talvez seja isso que mais se revela: a sua plena adaptação ao meio político que se criou ultimamente, com o governo das J’s e a construção de uma vida partidária activa e cheia de “méritos”!
Contudo, dele (ele, António José Seguro – AJS), os portugueses não conhecem percurso académico rico em aproveitamento e credenciais, apenas que se formou e lecciona na “Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões”, o que não se afigura muito prestigiante, convenhamos. Dele, os cidadãos, e seus potenciais votantes, não notam percurso profissional fora da política que se recomende. A ele, o Povo não associa grandes causas sociais. Dele, os eleitores não se lembram de trabalho parlamentar (em Lisboa e em Bruxelas) apresentável, à excepção da “Reforma do Parlamento”. Dele, os socialistas e não-socialistas não têm memória de crítica construtiva às políticas de Sócrates, em tempo oportuno, e reparo audível à herança por este deixada, nos dias de hoje, cujos danos estamos e continuaremos todos a pagar. Dele, todos os que se interessam pela política (quase) não se lembram que fora ministro: “Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro” – essa invenção usada para reforçar o peso partidário (e ex-juvenil-partidário) nos nossos decisores. Da sua eleição (para secretário-geral socialista), saberá o menos crítico dos cidadãos que fora conseguida sem grande surpresa; graças à mais meticulosa gestão de silêncios durante esta década; fruto do seu “trabalho” nos “bastidores do partido”; pós-cedida dum resultado em urnas devastador, duma ala socratista socialista (aparentemente, sua oponente interna – representada por Francisco Assis) enfraquecida na legitimidade de criticar o centro-direita e malvista pelo eleitorado que a massacrou; em consequência da recusa (provisória) de António Costa (mais forte candidato ao cargo) em “chatear-se” à frente do aparelho, nestes dias de oposição, preferindo o sr. o cómodo lugar de Presidente da Câmara de Lisboa e comentador na Quadratura do Circulo, para previsivelmente “roubar” o cadeirão a AJS mais tarde, deixando queimar em lume brando a imagem do seu “líder” até lá, candidatando-se depois às Legislativas de 2015. Dele, destaca-se pouco mais que uma vida política com mais de 30 anos, cheia de coisa nenhuma. Digam-me lá que não foi e é brilhante e inspirador o percurso académico e “profissional” de Tó Zé – o carinhoso?
E assim foi eleito. Durante o XVIII Congresso Nacional do PS, AJS expôs-se. Expôs principalmente o seu discurso vazio em ideias novas que ajudem a Pátria a sair donde a meteram e cheio em “propostas” consensuais, banais, triviais, como: a defesa do crescimento económico, do combate à corrupção, da diminuição das desigualdades sociais e da “igualdade na distribuição dos sacrifícios”, da criação de uma agência de rating europeia, da introdução imediata das eurobonds e do reforço da integração política da União Económica e Monetária. Enfim, um manancial de “pensamentos construtivos” que podiam ter origem na mente do mais comum dos mortais. Basta sondar na rua, no café, no estádio de futebol… para perceber isso! Expôs ainda a sua estratégia global de “afectos”, virada para a “intimidade” com os media, fundada no show off e assente no reforço do partidarismo no Estado (impressão minha), algo que não o distancia em nada do rumo de José Sócrates. Não creio, e não sou só eu que “creio”, que seja isso que Portugal mais precisa. Já o teve no passado e o resultado não foi bonito. Mas, “isso” veremos mais tarde…
O PS está então num beco: promoveu e assinou o acordo com a troika, cheio em medidas duríssimas para aplicar e sacrifícios por distribuir; carrega o fardo das governações socialistas e das responsabilidades que lhe são inerentes (em 16 anos, o PS executou em 12), das quais se destacam as de Sócrates – o auto-exilado, completas de medidas negligentes, irresponsáveis, criminosas (como se lhe queira chamar); e tem o seu espaço de afirmação política reduzida ao tamanho da Betesga: à sua esquerda tem a via do protesto anti-troika, a “rua”, as políticas anti-capitalistas e anti-“neoliberais” que são absolutamente incongruentes com aquilo que ele (PS) praticou, e à direita tem a aplicação do acordo cujo primeiro outorgante é ele mesmo. Por isso, não tem nexo nem autoridade a arrogância da crítica ao governo PSD-CDS. A sorte do PS e de Seguro é que a memória de “cada uma das portuguesas e de cada um dos portugueses” é curta, muito curta, para se lembrarem do mal que a “rosa” lhes tem feito!
É com isto que temos de conviver. Com políticos sem chama nem passado, sem obra nem trabalho (nas suas várias acepções), sem luz nem competência. Com políticos que se orgulham de terem fumado charros em tempos (sim, em entrevista ao Expresso, há coisa de 3 ou 4 meses, AJS admitiu-o), apresentando-o sem receio, como forma de ganhar simpatias. Com políticos que nem no partido que “lideram” conseguem ganhar carisma e construir unidade (ao contrário do que apregoam). Seguro, vais-me desculpar a franqueza/brutalidade, mas acho-te, como político, muito fraquinho – mas, descansa, não é só de ti que acho isso!
Num momento único do Nosso Estado (porque o Estado é Nosso – de quem o sustenta), precisávamos de gente decisora capaz, audaz, sagaz, eficaz. Mas não é o que temos. Não me revejo nestas pessoas, mas vou fazer o quê? Esperar, mas nunca calar…

sábado, 17 de setembro de 2011

Novo anúncio do BES




As crises tiram-nos muito dinheiro mas dão-nos simultaneamente oportunidade para fazermos melhores escolhas.
Por isso, escolha quem melhor o ajuda a poupar. Dessa forma, opte pelo gestor de conta Alberto João Jardim.
  • Com ele tem sempre as suas despesas controladas!
  • Com ele a sua dívida será reduzida a zeros!
  • Com ele o seu dinheiro será aplicado com retorno garantido!
  • Com ele vai enriquecer como o CR7: a bolsos vistos!
Não perca esta oportunidade. Vá já a um balcão do BES!
Promoção válida apenas nos balcões da Madeira até 9 de Outubro de 2011