escarafunchando no baú...

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011-2012

O ano que está a acabar foi brutal. Em todos os sentidos. Não poucos foram os momentos marcantes, espectaculares e arrasadores. Estou em dúvida de o não esquecer ou de o nunca mais me recordar.
Confesso que aquela praxe de se desejar um ano próspero, cheio de paz, amor, saúde e dinheiro me faz cada vez menos sentido. Em 31 de Dezembro de 2011, muita foi a gente a desejá-lo, e não foi por isso que 2011 foi sortudo para a Humanidade. Bem pelo contrário!
Num Globo a ferver, onde os interesses se sobrepõem ao humanismo, e o que importa é a matéria e não o sentimento, prever a prosperidade dos Homens e a compaixão dos seres é cada vez mais uma aposta de risco.

2011 marcou pela guerra, pelo conflito, pelo desassossego. Desde a “Primavera árabe” ao “Occupy Wall Street”, da morte de Bin Laden à matança na Líbia, da deserção de Sócrates à detenção de Duarte Lima, de Jardim ao(s) "buraco(s)" e "desvio(s)", de Isaltino à Face Oculta, do Strauss-Kahn ao(s) Berlusconi(s), das eleições às manifestações, da(s) austeridade(s) à troika, das cimeiras ao par Merkozy (ou Merkely, melhor dito), da(s) Grécia(s) aos bancos, das agências de rating (e do “lixo” que lhes seguiu/e) ao colapso (por oficializar) da União Europeia, tudo mudou (alguns destes e outros mais eventos acompanhados n’O Jusdiceiro).
Um tempo terrível este. Não se está bem em quase parte nenhuma do Mundo. A Europa está debilitada na autoridade e no bem-estar. Os EUA enfraquecidos na economia e na influência. O norte de África e o golfo pérsico assolados pelo sangue e pela rebelião. O sul e centro de África avassalados pela miséria e pelas cheias. A China orientada para a desumanidade capitalista e para o autoritarismo intransigente. As Coreias impenetradas pela tensão político-militar permanente. A Noruega assustada pelo fanático assassinato. E até o Japão, então das mais “calmas” nações, foi invadido pela tragédia natural e energética este ano.

Num Mundo sem norte, com cada vez mais gente (7 mil milhões) e cada vez menos condições para lhe oferecer (o Ambiente, os solos, os recursos, o ar, a água,…), está-se a tornar uma miragem o progresso, a paz e o amor, quanto mais a saúde e o dinheiro para todos…

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

EDP: a China e a Merkel

A EDP agora é chinesa. Os chineses querem ser europeus, para além de chineses que já são. Não se duvide da sua ideia de controlar a Europa. Financeiramente é o primeiro passo.
Esta decisão da venda da participação na EDP foi, pois, «sábia» (palavra das três gargantas). Mais dinheiro e menos Merkel.

Merkel ficou de mãos a abanar. Já lhe fazia falta sentir um pouco do nosso “esforço”. Se os povos do Sul são preguiçosos – como são, de facto –, então que essa preguiça não se consubstancie nas más decisões. Se os dos “olhos em bico”, ainda para mais, prometem meter cá mais “carcanhol”, para quê rejeitar essa “ajudinha”?
A medida da venda da eléctrica encerra em si o sinal da mudança: uma mais próxima, outra mais profunda. A mais profunda é a tal alienação do controlo económico global pelos países ocidentais. Daqui em diante, será a vez dos orientais. Se pensarmos que uma maioria de gente terá mais peso no governo mundial, nem que seja por isso, o Mundo ficará mais justo.
A mais próxima é que a “era Merkel” está no fim. Quem não percebeu que o que Passos decidiu foi um murro no “quero, posso e mando” da sr.ª chanceler, não percebeu nada. Os jornais alemães deram relevo à operação e Merkel desaparecerá. Só por aí, já valeu a pena!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Querido?

«Querido», mudei de "casa"!
Parece que a Coreia do Norte tem novo líder, cujo o nome me é indistinguível dos demais, por infortúnio do «grande cansaço físico e mental» que o governo da nação provocou no seu ditador. Dizem que, o sucessor, igualmente ditador, é tão “querido” como o outro, não sei é bem para quem. Talvez para os desgraçados que contam as poucas “senhas” ao ano (assim designadas) para comer uma taça de arroz… Ou talvez, antes que todos, para os “ocidentais”, como os camaradas do Partido Comunista Português, que endereçaram «sentidas condolências» a tal regime pelo fatídico acontecimento. Pagode absoluto de gente que vive num Mundo à parte! (Ou será este o modelo que querem para o «País de Abril»? Claro que é!)
Mas o que salta é que o raio do (novo) homem (novo) não se sabe se nasceu há 27, 28, 29 ou 30 anos. É como determinar a idade de Cristo. Ninguém sabe ao certo. Deve-se então louvar (como eles lá tanto gostam) a visão do pai sepultado: foi escolher logo, para o substituir, o mais novo de entre os que tinha, para durar mais; esqueceu-se foi que, de tão "novo" que o rapaz parece ser, só gosta de whiskies escoceses e de tabaco. E o mais "engraçado" é que com a saúde deste “querido” não se brinca: é diabético e sofre do coração. Que o tem, concluímos…
Outra pergunta que me salta é a seguinte: já que na prática (confiando que na teoria não se passa assim) eles são todos iguais (no que toca às feições, na nossa vista pois então), não será este (novo) “caramelo” (novo) um daqueles aselhas que participou na épica jornada dos 7 “secos” dos lusitanos no Mundial futebolesco de 2010 nas Áfricas, em que até Carlos Queiroz conseguiu pôr a "Selecção" a ganhar?

sábado, 29 de outubro de 2011

Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz.

Não obstante das convicções religiosas de cada qual, sejam elas mais firmadas na fé ou na ausência desta, na prática religiosa corrente ou na descrença perante os dogmas apresentados pelas várias Ordens, decido partilhar o discurso proferido pelo Chefe da Igreja Católica, Papa Ratzinger, no encontro inter-religioso realizado em Assis (Itália), dia 27 de Outubro, com a epígrafe «Dia de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e a Justiça no Mundo». Faço-o em muito devido aos tempos que atravessamos, aos problemas originais do ser humano, aos valores, à sociedade onde estes habitam. É sem dúvida um texto inspirador. À parte de qualquer ateísmo mais extremado.
 



Queridos irmãos e irmãs,
distintos Chefes e representantes das Igrejas
e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,
queridos amigos,

Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.
Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.
Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspecto multiforme, que possui uma motivação exactamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião vêem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.
Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.
A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida rectamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que crêem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito.
Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».

sábado, 22 de outubro de 2011

Barbárie

Vídeo que mostra a morte de Kadhafi difundido no Youtube:
Assassino assassina assassino!
Dignidade da pessoa humana é zero!
Estão todos bem uns para os outros!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os amigos de Sócrates


Depois de nos ter (des)governado durante seis anos, José Pinto de Sousa, o “engenheiro” da nossa bela crise, goza e aprende em Paris um pouco do que lhe faltou antes de dobrar a dívida, o défice público e o desemprego nesse período: Filosofia. Que tenha sucesso e saúde, é o que todos desejamos; porque não devemos fazer, ou desejar, aos outros aquilo que não gostamos que nos façam, ou desejem, embora tenha sido isso que José nos fez (passo o “trava-línguas”…).

Mas, quanto ao futuro pessoal e profissional de Pinto de Sousa, ninguém tem nada a ver com isso, mesmo que o senhor tenha sido nosso primeiro-ministro durante mais de meia década e tenha hipotecado a vida deste País por mais de meio século. Faça bom proveito. Descanse que Paris é uma cidade lindíssima. Vai gostar dela, com certeza! Ah..., e já agora, tenha boas notas!

Muammar, serás bem tratado!
Lembrei-me da figura do senhor (faz bem, de vez em quando, recordar quem nos foi tão próximo e amigo…) ao ler, ver e ouvir os desenvolvimentos na Líbia. À partida, um tema não tem nada a ver com o outro, não parece “bater a bota com a perdigota”. Mas bate.
 

Kadhafi (Khadafi, Kadafi ou Gaddafi, ainda não percebi como se escreve) e o seu regime está nos limites, vai acabar graças à heróica acção do seu Povo que não o ama(va), ao contrário do que diz(ia). É o fim da linha para um ditador louco, facínora, pedófilo, terrorista e megalómano. Apesar dos crimes que cometera, o coronel recebeu sempre, na cena mundial, a maior diplomacia e acolhimento possíveis (ainda para mais em Portugal, onde pôde montar a sua tenda em S. Julião da Barra com o maior conforto e sossego!), apenas por estar sentado em cima de barris de petróleo. É uma lição para o Mundo – a liberdade popular de escolher o seu destino, a normalidade de tratar os homens como tal e a justiça de condenar os criminosos prevaleceram sobre a prepotência, o medo e o dinheiro. Mais um contributo para um futuro pacífico na Terra.
A figura que nunca devemos esquecer
Contudo, apesar da tomada de Tripoli e o comando da Líbia pelos rebeldes estar iminente, Muammar Kadhafi ainda não foi encontrado, e temo que não o seja. Especulou-se e especula-se para onde se exilaria/á o “jovem” coronel, e foi aí que me lembrei do “eng.” Sócrates. Alguns dos chefes de Estado que hipoteticamente, ou verosimilmente, se ofereceram para receber Kadhafi, e a sua extensa família, pertenciam (não sei se ainda pertencem) ao "círculo de amigos" do nosso ex-primeiro. A saber: Venezuela (do muchacho Hugo) e Angola (do cavalheiro e cleptocrata José Eduardo). Num dia destes, quando a conju(ntu)ra internacional “acalmar”, veremos os quatro "mosqueteiros" (o português, o angolano, o venezuelano e o líbio) juntos, à mesma mesa, em “amena cavaqueira”, num refastelado fondue de amigos, na “Cidade Luz”.

Sócrates (português) e Kadhafi: amigos de longa semelhança

Devia haver um ditado que diria: “se queres saber quem és, olha para os teus amigos”. É impressionante a quantidade de gente “íntegra” que rodeava Sócrates (agora, na Sorbonne, não sei se a coisa se mantém). Desde Jorge Coelho, Armando Vara, Mário Lino, Paulo Campos, Manuel Pinho, Jaime Silva, Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos, Silva Pereira, Santos Silva aos internacionais Ben Ali, Kadhafi, J. E. dos Santos, Chávez, Teodoro Obiang (Guiné Equatorial), é diversificado o lote de “companheiros” a quem Sócrates pedia ajuda quando se afligia. Isto mostra bem do "senhor" que esteve em S. Bento naquela temporada.

Tratamento socratista à dívida pública

Por isso, não se admirem de chamar engenheiro a quem não o é, atribuir projectos de casas na Beira a quem não os fez, de se conceder o fornecimento de 1,5 milhões de computadores para crianças deste Portugal, em ajuste directo à JP Sá Couto, e de se ter vendido “os Magalhães” a Chávez numa cimeira Ibero-Americana (2008), de se ter montado um esquema para controlar grupos de media “irreverentes” e afastar jornalistas incómodos, de [José Sócrates] ser uma das figuras públicas portuguesas com mais processos judiciais interpostos (e perdidos) contra jornalistas por “difamação e ofensa à honra”, etc., etc. Como se um homem destes tivesse honra (na palavra, nos actos e na carteira) para dar e/ou vender…

Perante tudo isto, prometer antes de eleições criar 150 mil empregos e não aumentar impostos (nos inícios desta travessia – 2005), fazendo o exacto inverso depois de eleições, passar a dívida pública em seis anos de 60% do PIB para 90%, levar o desemprego acima dos dois dígitos, deixar PPP’s e PPP’s por pagar, sem se saber ao certo os encargos a suportar pelas gerações próximas, mascarar (em metade!) o défice público e aumentar os vencimentos dos funcionários estatais nas vésperas de eleições (2009), maquilhar a necessidade de liquidez do Estado, da Banca e da Economia e adiar ao máximo (de Outubro de 2010 a Março de 2011) a ajuda financeira externa (no oposto do recomendado), jurando "a pés juntos", até à hora antecedente ao seu requerimento, que Portugal "nunca" necessitaria desse auxilio, é brincadeira. Compreende-se, está nas vísceras deste engenheiro…