Depois de nos ter (des)governado durante seis anos, José Pinto de Sousa, o “engenheiro” da nossa bela crise, goza e aprende em Paris um pouco do que lhe faltou antes de dobrar a dívida, o défice público e o desemprego nesse período: Filosofia. Que tenha sucesso e saúde, é o que todos desejamos; porque não devemos fazer, ou desejar, aos outros aquilo que não gostamos que nos façam, ou desejem, embora tenha sido isso que José nos fez (passo o “trava-línguas”…).
Mas, quanto ao futuro pessoal e profissional de Pinto de Sousa, ninguém tem nada a ver com isso, mesmo que o senhor tenha sido nosso primeiro-ministro durante mais de meia década e tenha hipotecado a vida deste País por mais de meio século. Faça bom proveito. Descanse que Paris é uma cidade lindíssima. Vai gostar dela, com certeza! Ah..., e já agora, tenha boas notas!
Lembrei-me da figura do senhor (faz bem, de vez em quando, recordar quem nos foi tão próximo e amigo…) ao ler, ver e ouvir os desenvolvimentos na Líbia. À partida, um tema não tem nada a ver com o outro, não parece “bater a bota com a perdigota”. Mas bate.
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| Muammar, serás bem tratado! |
Kadhafi (Khadafi, Kadafi ou Gaddafi, ainda não percebi como se escreve) e o seu regime está nos limites, vai acabar graças à heróica acção do seu Povo que não o ama(va), ao contrário do que diz(ia). É o fim da linha para um ditador louco, facínora, pedófilo, terrorista e megalómano. Apesar dos crimes que cometera, o coronel recebeu sempre, na cena mundial, a maior diplomacia e acolhimento possíveis (ainda para mais em Portugal, onde pôde montar a sua tenda em S. Julião da Barra com o maior conforto e sossego!), apenas por estar sentado em cima de barris de petróleo. É uma lição para o Mundo – a liberdade popular de escolher o seu destino, a normalidade de tratar os homens como tal e a justiça de condenar os criminosos prevaleceram sobre a prepotência, o medo e o dinheiro. Mais um contributo para um futuro pacífico na Terra.
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| A figura que nunca devemos esquecer |
Contudo, apesar da tomada de Tripoli e o comando da Líbia pelos rebeldes estar iminente, Muammar Kadhafi ainda não foi encontrado, e temo que não o seja. Especulou-se e especula-se para onde se exilaria/á o “jovem” coronel, e foi aí que me lembrei do “eng.” Sócrates. Alguns dos chefes de Estado que hipoteticamente, ou verosimilmente, se ofereceram para receber Kadhafi, e a sua extensa família, pertenciam (não sei se ainda pertencem) ao "círculo de amigos" do nosso ex-primeiro. A saber: Venezuela (do muchacho Hugo) e Angola (do cavalheiro e cleptocrata José Eduardo). Num dia destes, quando a conju(ntu)ra internacional “acalmar”, veremos os quatro "mosqueteiros" (o português, o angolano, o venezuelano e o líbio) juntos, à mesma mesa, em “amena cavaqueira”, num refastelado fondue de amigos, na “Cidade Luz”.
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Sócrates (português) e Kadhafi: amigos de longa semelhança |
Devia haver um ditado que diria: “se queres saber quem és, olha para os teus amigos”. É impressionante a quantidade de gente “íntegra” que rodeava Sócrates (agora, na Sorbonne, não sei se a coisa se mantém). Desde Jorge Coelho, Armando Vara, Mário Lino, Paulo Campos, Manuel Pinho, Jaime Silva, Maria de Lurdes Rodrigues, Valter Lemos, Silva Pereira, Santos Silva aos internacionais Ben Ali, Kadhafi, J. E. dos Santos, Chávez, Teodoro Obiang (Guiné Equatorial), é diversificado o lote de “companheiros” a quem Sócrates pedia ajuda quando se afligia. Isto mostra bem do "senhor" que esteve em S. Bento naquela temporada.
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| Tratamento socratista à dívida pública |
Por isso, não se admirem de chamar engenheiro a quem não o é, atribuir projectos de casas na Beira a quem não os fez, de se conceder o fornecimento de 1,5 milhões de computadores para crianças deste Portugal, em ajuste directo à JP Sá Couto, e de se ter vendido “os Magalhães” a Chávez numa cimeira Ibero-Americana (2008), de se ter montado um esquema para controlar grupos de media “irreverentes” e afastar jornalistas incómodos, de [José Sócrates] ser uma das figuras públicas portuguesas com mais processos judiciais interpostos (e perdidos) contra jornalistas por “difamação e ofensa à honra”, etc., etc. Como se um homem destes tivesse honra (na palavra, nos actos e na carteira) para dar e/ou vender…
Perante tudo isto, prometer antes de eleições criar 150 mil empregos e não aumentar impostos (nos inícios desta travessia – 2005), fazendo o exacto inverso depois de eleições, passar a dívida pública em seis anos de 60% do PIB para 90%, levar o desemprego acima dos dois dígitos, deixar PPP’s e PPP’s por pagar, sem se saber ao certo os encargos a suportar pelas gerações próximas, mascarar (em metade!) o défice público e aumentar os vencimentos dos funcionários estatais nas vésperas de eleições (2009), maquilhar a necessidade de liquidez do Estado, da Banca e da Economia e adiar ao máximo (de Outubro de 2010 a Março de 2011) a ajuda financeira externa (no oposto do recomendado), jurando "a pés juntos", até à hora antecedente ao seu requerimento, que Portugal "nunca" necessitaria desse auxilio, é brincadeira. Compreende-se, está nas vísceras deste engenheiro…







