Este país está de pantanas porque o governo que tem é, inesperadamente, um pântano.
Um partido que prometia, se ganhasse eleições, não se enfiar nem impingir no e ao Estado como o outro estava de facto a fazer, vai-se a ver, depois de vencer essas eleições, não só se está a impingir à Administração, como, pior que isso, aos negócios por ela gerados com “privados” (que nem gente grande!).
Um primeiro-ministro que prometia não se desculpar com folclores nem acontecimentos de responsabilidade alheia, vem agora fazer “queixinhas” da imprensa e lamentar-se da conjuntura externa, depois de ter usado como arma a situação que o anterior socrático quis deixar para “medidas extraordinárias” no ano passado.
E até um ministro das finanças aparentado sereno, explicativo e competente, soube-se esta semana, esqueceu-se dum procedimento orçamental de 480 M€ (a propósito da negociata com a banca – coisa pouca!), não se querendo alongar em justificações no Parlamento sobre tais "questiúnculas", parecendo replicar os anais da incompetência e fuga do anterior Teixeira.
É só minha ideia ou quase tudo se repete em política?
