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| AR: saibam vós que o Povo está/deve estar atento! |
Anda por aí um movimento peticionário (a juntar à colecção vasta de manifestos e de “iniciativas cívicas” que enchem as nossas caixas de correio electrónico) que “pede” uma auditoria pública, civil, participada às dívidas do Estado.
Muito provavelmente, como tem acontecido com petições e posições públicas semelhantes, esta também não vingará. O Governo tem “mais que fazer” e, este ou outro qualquer, não vê com bons olhos essas “modernices” da democracia participada e vigilante, seja a responsabilidade do problema, sua ou dos seus antecessores (o que parece verificar-se neste caso). Essa discordância dos nossos mais altos gestores públicos não me impede de apoiar a ideia, embora reconheça a sua impossível aplicação.
Concordo pela “simples” razão de que é direito e dever de todos, aqueles que se “interessam” e os que “nem querem ouvir falar” dos “assuntos dos políticos” e das “coisas” da finança, estar atentos, perceber e descobrir o rasto dos seus impostos, no estreito exercício da vigilância popular aos actos e negócios públicos, para análise eficiente dos efeitos por estes causados, tanto no passado, quanto (mais) no presente e futuro, seja na esfera económica e social, ou na política e jurídica. É obrigação de todos os cidadãos, não obstante de poderem considerar justa a fundamentação que alicerça esses actos, avaliar as suas consequências e investigar, auditando, as suas origens.
Como tais consequências se revelam brutais no quotidiano hoje vivido, essa necessidade de intervenção, não necessariamente pelo uso da força física, do protesto desgarrado, mas antes da importância da presença e acompanhamento das políticas públicas pelo povo, torna-se absolutamente premente. Ainda para mais, se é preciso mais, quando há a desconfiança do dolo e do desbarato terem suportado as decisões objecto de análise.
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