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| Família unida, jamais será vencida! |
Há uma “adivinha” que pergunta o seguinte: Qual a diferença entre o céu e o inferno? A mesma responde deste jeito: No céu, os cozinheiros são franceses, os policiais ingleses, os mecânicos alemães, os amantes italianos e os banqueiros suíços. Já no inferno,, os policiais são germânicos, os mecânicos franceses, os cozinheiros britânicos, os banqueiros italianos e os amantes suíços!
Na Europa passa-se coisa semelhante. Tomando o assunto como sério, e ponde de parte a hipótese dos conselhos europeus serem sessões de “adivinhas”, traçamos facilmente a analogia. Mas já lá vamos.
Desde há meses, a Europa rendeu-se aos beneméritos do seu Sul. Primeiro que tudo, José Manuel – o Durão Barroso – largou tudo em Portugal (inclusive o seu governo), saiu de casa, fez as malas e exilou-se na Comissão de guarda aos países mais abastados do Conselho. E o “sucesso” do seu primeiro mandato foi tanto que se impingiu para um segundo, tendo sido aceite com louvor. A seguir, Vítor Constâncio foi “convidado” a emigrar para ocupar a vice do BCE na sua área de eleição: a supervisão. Depois, face ao impedimento de prosseguir no cargo por limite de mandato, Jean-Claude Trichet deixou vaga a cadeira máxima da Euribor, cadeira essa que Constâncio não se importaria de ocupar, pese embora já muito bem instalado. Logo, criou-se a sugestão de desafiar Mario Draghi para a preencher. E ela foi em diante. Enquanto o tempo ia e vinha, os mandantes da Europa unida avisaram os atrapalhados povos do Sul que os défices eram mesmo para diminuir, os juros dos mercados para baixar e os resgates para pagar. Perante a convulsão política que se gerou nalguns desses países (Itália e Grécia), foi decidido (sabe-se lá por quem) deixar cair os seus governantes (Berlusconi e Papandreou), substituindo-os por gente bem colocada no mundo do (prestigiado) Goldman Sachs e da Comissão (os seus nomes são hoje badalados: Mario Monti e Papademos).
E é por isso que, voltando à analogia, a Europa, que parecia seguir para o céu, enganou-se no caminho e entrou no inferno. Dessa forma, hoje temos uma alemã polícia dos desbaratados PIGS (Portugal, Italy, Greece, Spain), Sarkozy tenta ser mecânico das avarias cerebrais de Merkel (e que mecânico!), Cameron vai cozinhando o jantar que lhe apetece (as coisas do Euro não lhe suscitam interesse), os banqueiros são transalpinos (no plural), como se vê, fazendo-se auxiliar por especialistas gregos, e os suíços ficam a amar o seu franco e principalmente a adorar nunca se terem metido nestas confusões!
